Querido diário, hoje é 10 de outubro de 2025. María Corina Machado foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz. Era Trump quem esperava receber a honraria, que acabou indo para uma aliada sua. O mundo assiste perplexo. Eu também. Não tenho registro de ter ouvido seu nome ser cogitado para o título. Dizem que Corina foi reconhecida por sua luta persistente pela redemocratização da Venezuela — um país que há anos vive sob um regime acusado de fraudar eleições, perseguir opositores e restringir liberdades fundamentais. É certo que ela é uma mulher corajosa, já enfrentou prisões, ameaças e o exílio forçado de aliados. Mas não é uma figura livre de controvérsias: seu apoio declarado a líderes como Javier Milei, e ao próprio Trump, deixa margens para dúvidas sobre o que ela poderia oferecer à Venezuela em termos democracia. Deixo meu registro neste modesto diário e pergunto: o que o mundo realmente espera quando fala em paz e democracia?